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Handbook de Cultura — Alho Negro do Sítio

Handbook de Cultura
Alho Negro do Sítio

Dedicados por Natureza

Versão 1.0 · Setembro de 2026 — Documento vivo: o combinado que vale para todo mundo, de quem chega hoje a quem está desde o começo.

1. Mensagem de boas-vindas

Este handbook existe para uma coisa simples: deixar claro como a gente trabalha aqui. Não é um manual jurídico nem um documento para ficar na gaveta. Somos uma empresa pequena, e é justamente por isso que a cultura importa tanto: cada pessoa tem impacto direto no produto, no cliente e no clima do dia a dia. Se algo aqui não estiver claro, pergunte. Se algo não estiver funcionando, fale. Este documento melhora com o uso.

2. Quem somos

Nascemos da terra. São mais de 40 anos de tradição no cultivo de alho roxo nacional em Guatapará (SP) e mais de dez anos de experiência transformando alho em alho negro por um processo artesanal de maturação lenta, com pesquisa, controle e qualidade consistente. Acompanhamos todo o ciclo — do cultivo ao produto final — com ingredientes de verdade, sem conservantes, corantes ou glutamato.

3. Missão, Visão e Valores

Missão

Oferecer aspirações e produtos de qualidade, que promovam experiência gastronômica e bem-estar.

Visão

Ser a ponte entre a alta gastronomia e o bem-estar, elevando o alho negro brasileiro como símbolo de saúde, sabor e inovação sustentável.

Responsabilidade
Melhoria Contínua
Humana
Dedicação

4. Nossos valores na prática

Valor que fica só na parede não é valor. Cada um vem com comportamentos que esperamos ver no dia a dia — e com o que não aceitamos, mesmo sob pressão de prazo ou de resultado.

1Responsabilidade

Cuidado da origem ao produto final: tratamos a terra, a matéria-prima, os processos, as pessoas e o produto com atenção e responsabilidade.

Esperamos que as pessoas

  • Cuidem das áreas de cultivo, instalações, equipamentos e utensílios;
  • Sigam os procedimentos mesmo quando ninguém está observando;
  • Verifiquem matéria-prima, processo, embalagem e validade;
  • Comuniquem imediatamente qualquer desvio ou risco;
  • Evitem desperdício de matéria-prima, água, energia e embalagens;
  • Deixem tudo em condições melhores para a próxima pessoa.

Não aceitamos

  • Improvisar em etapas críticas;
  • Ignorar sujeira ou defeito;
  • Esconder perdas ou transferir problema conhecido;
  • Alegações ambientais sem base real.

2Melhoria Contínua

Evoluir com método: buscamos sempre formas melhores de fazer o produto, o processo e a experiência do cliente — com teste, dado e registro.

Esperamos que as pessoas

  • Testem ideias de forma controlada antes de mudar o que funciona;
  • Aprendam com dados, feedback de clientes e experimentos;
  • Documentem mudanças de receita, processo, fornecedor ou embalagem;
  • Investiguem a causa das reclamações, não apenas o sintoma;
  • Tragam sugestões de melhoria, mesmo pequenas.

Não aceitamos

  • Lançar mudança crítica sem teste e sem autorização;
  • Repetir o mesmo erro por falta de registro;
  • Usar “inovação” como justificativa para agir sem controle.

3Humana

Respeito que aproxima: relações humanas, educadas e profissionais com equipe, produtores, fornecedores, clientes, lojistas e parceiros.

Esperamos que as pessoas

  • Ouçam antes de responder;
  • Deem feedback direto, privado e respeitoso;
  • Discordem de ideias sem desqualificar pessoas;
  • Acolham perguntas e pedidos de ajuda;
  • Tratem clientes e parceiros com o cuidado que desejam receber.

Não aceitamos

  • Humilhação, gritos, discriminação, assédio ou ameaça;
  • Piada ofensiva, exclusão deliberada ou retaliação;
  • Exceção para quem tem alto desempenho ou cargo de liderança — a regra vale para todos.

4Dedicação

Qualidade que se pode confiar: somos “Dedicados por Natureza” — consistência, segurança, sabor, conformidade e honestidade naquilo que prometemos.

Esperamos que as pessoas

  • Cumpram os padrões definidos para cada produto;
  • Registrem medições e ocorrências com precisão;
  • Separem e identifiquem produtos fora do padrão;
  • Cumpram compromissos e sinalizem riscos com antecedência;
  • Tratem a segurança dos alimentos como prioridade inegociável.

Não aceitamos

  • Liberar produto com dúvida relevante;
  • Alterar registro ou esconder não conformidade;
  • Trocar qualidade por velocidade sem avaliação responsável.

5. Segurança dos alimentos e qualidade

Regra de ouroSe houver dúvida sobre a segurança ou a conformidade de um produto, interrompa a liberação e chame o responsável. Qualquer pessoa tem autoridade para segurar uma etapa ao identificar risco — e ninguém será punido por parar por precaução.
  1. Segurança dos alimentos vem antes da meta de produção e do prazo de entrega.
  2. Nenhum registro de produção, limpeza, temperatura, lote, validade ou expedição pode ser preenchido de forma fictícia ou retroativa sem identificação e justificativa.
  3. Produtos, insumos, embalagens e materiais devem permanecer identificados e separados conforme o procedimento aplicável.
  4. Doenças, ferimentos, contaminações, pragas, quebras e vazamentos que possam afetar o produto devem ser comunicados imediatamente.
  5. Mudanças de receita, fornecedor, embalagem, equipamento ou processo devem ser avaliadas e autorizadas antes de entrar em produção regular.
  6. Reclamações de clientes devem ser registradas, avaliadas e encaminhadas ao responsável, sem apagar ou minimizar informações.
Este handbook define atitudes e responsabilidades. O Manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e os POPs definem como executar e registrar cada operação — são documentos complementares e obrigatórios.

6. Transparência e comunicação

  1. Comunicar atrasos, falhas, perdas e reclamações cedo — má notícia não melhora com o tempo.
  2. Diferenciar fato, hipótese e opinião.
  3. Manter registros que permitam reconstruir decisões e lotes.
  4. Alegações de saúde e naturalidade devem ser verdadeiras, verificáveis e compatíveis com a legislação — o alho negro promove bem-estar, mas não é medicamento e não prometemos cura.
  5. Proteger informações de clientes, fornecedores, fórmulas, preços e processos.

7. Como resolver conflitos e comunicar riscos

Conflito faz parte do trabalho. O que não pode é ficar escondido até virar problema grande.

  1. Descreva o fato: o que aconteceu, quando e quem foi afetado — sem rótulos ou acusações.
  2. Converse diretamente quando for seguro: conversa respeitosa e objetiva — exceto em casos de assédio, ameaça ou risco de retaliação.
  3. Escale quando necessário: sem solução, encaminhe ao gestor ou responsável definido.
  4. Prazo e responsável: toda ocorrência tem dono do próximo passo e data de retorno.
  5. Sem retaliação: ninguém é punido por levantar de boa-fé uma preocupação.
  6. Registre a decisão: fatos considerados, decisão e ações corretivas.
Casos de assédio, discriminação, fraude ou retaliação não precisam ser tratados diretamente com a pessoa envolvida: comunique por canal seguro ao responsável independente.

8. Papéis em uma equipe pequena

Não precisamos de muitos níveis de aprovação, mas toda decisão importante precisa de três papéis claros:

Quem decideTem autoridade para decidir ou liberar
Quem registraDocumenta o fato, lote, ocorrência ou acordo
Quem acompanhaVerifica se a ação foi concluída

Uma mesma pessoa pode ocupar mais de um papel em situações simples. Casos que envolvam a própria pessoa, conflito de interesse ou assédio vão para alguém independente.

De quem lidera, esperamos: demonstrar os valores nas decisões difíceis — comunicar más notícias cedo, cobrar respeito de todos, reconhecer boas práticas e nunca pedir atalho que comprometa segurança ou registro.

9. Rituais de cultura

Cultura se constrói na conversa, não no papel. Nosso ritual mínimo é uma reunião mensal de 30 minutos com três perguntas:

  1. Que situação deste mês mostrou nossos valores na prática?
  2. Que risco ou conflito quase passou despercebido?
  3. Que procedimento, treinamento ou decisão precisamos melhorar?

Novos integrantes leem este handbook na primeira semana e conversam sobre ele com o gestor.

10. Reconhecimento, consequências e revisão

Boas práticas são reconhecidas — nas conversas, nas avaliações e nas oportunidades. Violações são tratadas com seriedade e proporcionalidade: orientação, advertência e, em casos graves (fraude, assédio, risco deliberado à segurança dos alimentos), desligamento. A regra vale igual para todos.

Este handbook será revisado 90 dias após a publicação e, depois, uma vez por ano, com participação da equipe.

Documentos complementares: Manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF), POPs e Planejamento Estratégico vigente.
Este handbook não substitui revisão jurídica e regulatória. · Alho Negro do Sítio — Guatapará, SP