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Um estudo publicado no Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NCBI, na sigla em inglês), em março de 2014, mostrou que o alho negro é capaz de inibir a proliferação de células malignas em casos de câncer do cólon. No japão, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Showa elencaram mais de 20 propriedades medicinais dessa iguaria. Segundo eles, este alimento retarda o envelhecimento, combate o colesterol ruim, previne a diabetes, combate prisão de ventre e gripes, melhora dores de estômago, a insônia e a circulação sanguínea. Baixe o livreto traduzido da língua japonesa clicando no link abaixo.

 

Alho comum

O alho (Allium sativum) possui excelente valor nutricional, contendo em  sua composição vitaminas do tipo A, B2, B6 e C, aminoácidos, enzimas, compostos biologicamente ativos e minerais como ferro, zinco, selênio e iodo. Seus diversos benefícios à saúde são geralmente atribuídos à presença de compostos organosulfurosos. O alho fresco possui quase o quádruplo de compostos organossulfurados (COS) do conteúdo encontrado na cebola, brócolis e couve-flor (considerados fonte desses compostos) (HOLUB et al., 2002, apud SILVA et al., 2010). Entretanto, o consumo do alho in natura pode causar diversos efeitos colaterais, incluindo anemia, alterações na microflora intestinal e redução dos níveis  de proteína sérica – o que não acontece com o alho negro.

O alho negro é produzido a partir do alho cru através da aplicação de tratamento térmico em temperatura e umidade relativa controlada, por longos períodos de tempo. Nesse processo não apenas são alterados os componentes nutricionais e os atributos sensoriais, mas também há uma potencialização de suas propriedades medicinais.

Ação antioxidante

 

O alho negro contém compostos antioxidantes abundantes, incluindo polifenóis, alcalóides, flavonóides, S-alil-cisteína e outros. Vários estudos sugerem que o alho negro não só elimina os radicais livres in vitro, mas também ativa as enzimas antioxidantes in vivo.

Pesquisadores estudando o efeito antioxidante do alho negro envelhecido em modelo animal de diabetes tipo 2, observaram que o alho negro envelhecido teve um maior efeito antioxidante, o que sugere que seu consumo poderia ser útil para prevenir complicações resultantes da diabetes.

A ação antioxidante da substância S-alil-L-cisteína tem sido associada a mecanismos de proteção de neurônios , doenças cardiovasculares, isquemia de retina, tumores e doenças associadas à idade. O alho negro possui 6x mais S-alil-L-cisteína do que o alho comum.

 

 

Consumo diário recomendado

O consumo diário recomendado do alho negro é de no mínimo dois dentes de alho.